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terça-feira, 5 de maio de 2009

O DIA EM QUE AÉRCIO IGNOROU A LIBERDADE



O 21 de abril deste ano, em Ouro Preto, mostrou uma Minas dividida. Quem esteve na cidade histórica percebeu que, desde a ditadura não se via tamanha repressão no dia e na terra da Liberdade. Contrariando a tradição, o governador Aécio Neves ordenou que a Praça Tiradentes fosse cercada por barreiras policiais, sob argumento de que havia muitas autoridades nacionais e internacionais na cerimônia.


Uma pulseira azul era a senha de entrada na Praça Tiradentes, um cerco tão forte que deixou praticamente toda a população sem acesso à cerimônia, impediu manifestações contra o governo do Estado e afastou a voz dos trabalhadores. Porém, militantes com bandeiras do PSDB tiveram acesso permitido. O ato oficial, que lançou as comemorações do Ano da França no Brasil, ficou resumido num palanque eleitoral para o governador Aécio Neves.


O slogan “com Aécio, Minas não respira liberdade”, escolhido pelos movimentos sociais de Minas para protestar no 21 de abril, fez sentido durante o ato. Cerca de mil pessoas reunidas em frente à Igreja das Mercês, fora das barreiras policiais, denunciaram a política neoliberal e o caráter elitista e repressor do governo de Minas Gerais.


A atividade contou com a participação de mais de 30 sindicatos e entidades sociais, organizados pelo recém criado Fórum Sindical e Social. A presença teria sido muito maior não fossem as três barreiras policiais na estrada Belo Horizonte a Ouro Preto, que revistaram os passageiros durante mais de uma hora.


“Vim de carro de Belo Horizonte especialmente para acompanhar a entrega das medalhas, todo ano faço isso, mas hoje fui impedida pela polícia”, reclamou com frustração e indignação a mineira Rosângela Macedo.


A atividade marcou a unidade consolidada em oposição a Aécio Neves. “Grande parte das entidades está aqui hoje e isso mostra que esse governo não representa nossos interesses. O que vimos nesses anos foi uma política neoliberal, repressora, que persegue os sindicatos e serve apenas aos empresários”, denunciou o diretor do Sindieletro, Julio César Silva


“Esse cercamento à cidade é uma afronta ao nosso direito constitucional de ir e vir. Fomos cercados, revistados, tratados como marginais, criticou o diretor do Sindsaúde Contagem, José da Conceição”. Vanderley Martini, da direção nacional do MST, acredita que “Minas é o estado que mais sofre com a crise, em função da decadência do setor de mineração. O governo do estado precisa adotar medidas que minimizem esses efeitos”.


O protesto terminou com a entrega de medalhas da conjuração para 19 personalidades, que representaram a luta dos mineiros.

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